Estima Notícias!

Etima Notícias: Notícias positivas para fazer os homens felizes sempre. ISSN: 2966-4683. Editor Chfe: João Junior. Uma empresa do Grupo Landro Carioca.

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Topo da minha cabeça

“Topo da Minha Cabeça” é sem sombra de dúvida um álbum que habita meu set list diário e já há algum tempo eu venho querendo fazer uma análise, uma ensaio sobre esse que é para mim um dos melhores álbuns de música dessa década. Como não sou crítico musical e tão pouco tenho a necessidade de fazer uma afirmação dessas, me dou o direito de fazê-lo. 

O modo como eu tive contato com a música de Tássia Reis foi totalmente aleatório. Estava eu na cidade pacata de Vitória quando procurando por algo para fazer em uma noite de um final de semana, fomos avisados de um festival voltado à questão negra, racial. Algo nesse sentido. Sem compreender muito do que se tratava, fomos a uma casa de show situada em uma cidade da região metropolitana. Em um dado momento foi anunciada a principal atração da noite: a cantora e compositora Tássia Reis. Eu nunca tinha ouvido falar mas ao iniciar a apresentação me chamou atenção o modo despretensioso de como ela estava vestida, logo no início ela pediu desculpas e disse que estava alegre de ter conseguido estar alí e que estava vindo direto da premiação EMY onde havia concorrido com uma participação em uma canção da cantora Liniker. 

Minha atenção foi plenamente conquistada quando ela iniciou o show. É até hoje para mim, uma das vozes mais lindas do cancioneiro brasileiro. As músicas bem fortes e cheia de mensagens claras e diretas sobre empoderamento e fortalecimento da autoestima me atingiram como um raio. Até que ela cantou uma música que considero uma das mais lindas da MPB: “Preta D+”. Aquele certamente foi um dos momentos de cura e mudança de paradigma que apenas a música e a arte são capazes de fazer. Desde esse dia me tornei um fã. Alí mesmo iniciei uma pesquisa sobre elas e comecei a segui-la nas redes sociais. 

Mais tarde, tive a oportunidade de conhecê-la e para mim foi tão intenso quanto o dia que eu conheci a Madonna ou o Papa Francisco. Dado essa explicação deixo claro portanto que essa análise/resenha nem de longe se pretende imparcial, mas nem por isso deixa de ser uma análise um tanto quanto socioantropológica, mesmo que estudos sobre música e arte não sejam um dos meus maiores focos de estudo, muito embora eu tenha em minha formação e trajetória acadêmica, diversos momentos de confluência com a música, tendo eu mesmo diversas músicas e composições no Spotify e outras plataformas de música. Mas vamos ao album: 

Após ouvir o álbum todos podemos ficar com a impressão de que se trata de um álbum experimental de samba. Na verdade é como eu apelido o álbum em minha mente mitas vezes: “vou ouvir o samba da Taássia”. Mas o compêndio é um pouco mais amplo. Tássia procura trafegar por diversos gêneros na busca maior que é sua expressão, muitas vezes essa expressão encontra no samba sua melhor morada e plataforma, mas sua música não está a serviço do samba, mas o samba está a serviço de sua poesia. Muitas de suas músicas são assinadas por ela e outras pessoas, mas aqui lhe damos o totoal protagonismo, pois letra, melodia e voz se fundem para produzir obras de arte completas que me parecem que só podem ser apreciadas de modo indissociável. Como eu disse, essa é uma análise apaixonada e uma resenha totalmente favorável a esse presente em forma de música. 

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